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A Chancela da UNESCO

De acordo com a Unesco, a iniciativa foi criada em 2004 e promove a cooperação internacional dentro e entre municípios de zonas urbanas que investem na cultura e na criatividade como aceleradoras do desenvolvimento sustentável. São sete áreas temáticas da economia criativa definidas pela Unesco: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas e música.

A Rede de Cidades Criativas reúne 246 cidades de 72 países do mundo. No Brasil, são dez: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ) no quesito “Gastronomia”; Brasília (DF) e Curitiba (DF) no quesito “Design”; João Pessoa (PB) como “Artesanato e artes populares”; Salvador (BA) como “Música”; e Santos (SP) como “Cinema”, Belo Horizonte (MG) como Gastronomia e Fortaleza (CE), como design.

As Cidades Criativas têm como missão colocar as indústrias culturais e criativas no centro de suas estratégias de desenvolvimento, com o objetivo de transformar as cidades em locais mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Funcionam como um laboratório de ideias e de práticas inovadoras, trazendo contribuições concretas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Saiba mais em: https://en.unesco.org/creative-cities/home

O design em Fortaleza aparece também na melhoria da mobilidade urbana (redesign urbano das vias de maior circulação, implantação de ciclovias e ciclofaixas, viadutos, calçadas acessíveis, além do pioneirismo no País na introdução de automóveis elétricos de uso público), dos equipamentos de acessibilidade às praias, assim como da requalificação de áreas centrais degradadas. Os projetos “Mulheres Empreendedoras” e o “Meu Bairro Empreendedor” tem como objetivos financiar empreendimentos criativos em áreas de baixo IDH-bairro da cidade, tendo a Economia Criativa como impulsionadora de transformações socioeconômicas da população.

A área temática da candidatura de Fortaleza é o Design. Assim, o dossiê da candidatura da capital cearense precisava apresentar um conjunto de informações acerca do cenário, principais eventos e programas da área, contribuições, políticas públicas, ações de fomento, marcos legais, pesquisas, deste segmento na Cidade. Um comitê gestor formado por representantes de várias instituições como a Prefeitura de Fortaleza, o Sebrae, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec-CE), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), da Associação Ceará Design, além de universidades e centros acadêmicos e entidades da sociedade civil, trabalhou na elaboração do dossiê da candidatura da Cidade.